Celebrar a vida e o tempo

Nos últimos anos, Bert Hellinger, considerado o pai das constelações sistêmicas, escreveu sobre a vida e a forma como lidava com a morte iminente. Falou sobre colocar as coisas em ordem e sobre como o tempo se tornou precioso a ponto de não querer desperdiçá-lo com fatos irrelevantes. E para exemplificar sua visão sobre o tema, ele compartilhou a seguinte história:

“Alguém começou uma caminhada e, quando olha para a frente, vê ao longe a casa que lhe pertence. Caminha até lá e, quando chega, abre a porta e entra em uma sala preparada para uma celebração.

À tal celebração, comparecem todos os que foram importantes em sua vida. E cada um que vem traz algo, fica um pouco – e parte. Assim, como vêm os desejos ou o sofrimento. Trazem alguma coisa, ficam um pouco – e partem. E também como a vida vem, nos traz alguma coisa, fica um pouco – e parte.

Então eles vêm para a celebração, todos com um presente especial pelo qual aquele alguém pagou o preço integral de qualquer forma: a mãe, o pai, os irmãos, um dos avós, uma avó, o outro avô, a outra avó, os tios e as tias, todos os que abriram espaço para você, todos os que cuidaram de você, vizinhos talvez, amigos, professores, companheiro e companheira, filhos: todos os que foram importantes na sua vida e que ainda são importantes.

Depois da celebração, a pessoa fica ricamente presenteada e, ao seu lado, ainda permanecem aqueles com quem lhe cabe ficar por mais tempo. Então, a pessoa vai até a janela e olha para fora, vê as casas brancas; nelas um dia também haverá uma celebração, e será essa pessoa que, por sua vez, levará alguma coisa, ficará um pouco e partirá.

Nós também estávamos em uma celebração, levamos algo e trouxemos algo. Ficamos pouco e partimos. Como? Plenos e ricos.”

Bert Hellinger.

 

🌿 Uma homenagem à Edilsa Boeing.


O que são as novas constelações sistêmicas?

Um conhecimento que tem encontrado um grande resultado nos campos em que tem sido aplicado. Essa é uma forma simples de descrever o movimento que está acontecendo com a Constelação Sistêmica no Brasil e no mundo.

A Constelação Sistêmica é um conhecimento filosófico que encontrou primeiramente uma aplicação na terapia familiar. Graças a estudiosos e principalmente ao psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, essa metodologia se tornou uma base no trabalho das relações familiares e a influência existente nesses sistemas. E trouxe clareza do quanto somos influenciados pelo nosso histórico familiar, inclusive no âmbito transgeracional.

Mais tarde, esse conhecimento foi encontrando validade para além da terapia familiar, muitas vezes desvendando as relações dentro de variados tipos de sistemas, como nas organizações empresariais.

O que é a Constelação Sistêmica?

A Constelação Sistêmica é o estudo das influências entre indivíduos de um mesmo sistema. Num primeiro momento, essa constatação parece óbvia. Porém, esse campo de estudo é capaz de surpreender quando afirma e comprova, por exemplo, que pessoas, dentro de um mesmo sistema, podem se influenciar reciprocamente mesmo sem uma ter conhecimento da outra, ou mesmo que não convivam. Elas se influenciam por pertencer a um mesmo sistema.

Bert Hellinger, o grande pai das constelações sistêmicas, trouxe de seus estudos a visão das 3 leis que regem os relacionamentos humanos: a ordem, o equilíbrio e o pertencimento. Essas leis – ou parâmetros – atuam sobre todos os relacionamentos, quer nós tenhamos consciência disso ou não. Assim como ocorre na lei da gravidade, as leis atuam quer nós concordamos ou não.

As 3 leis

Ordem

A ordem fala do lugar de cada um dentro do sistema e como este lugar deve ser sempre considerado. É a ordem que deixa claro quem vem antes e quem vem depois. Pelos seus estudos, Hellinger percebeu que existe uma precedência, e que esta é importante para o bom funcionamento do sistema. Quando a ordem é quebrada ou desrespeitada, o sistema como um todo se tensiona.

Este tensionamento é uma ferramenta do próprio sistema para restabelecer a ordem correta, garantido a todos pela sua data de entrada no sistema. Os integrantes do sistema percebem este tensionamento através de dificuldades que surgem na sua vida, no emocional, nos relacionamentos, na saúde, nos resultados etc.

Equilíbrio

O equilíbrio é a força que resulta dos movimentos de troca entre integrantes de um sistema. É importante para a sobrevivência de um sistema que as trocas sejam feita na busca de uma equidade no dar e no tomar. Sempre quando ocorre uma disfunção nesta dinâmica, como por exemplo, quando um é muito “generoso” e não permite que o outro equilibre o que recebe, é comum ver que a relação se desfaz ou entra em choque.

Muitas vezes, é o desequilíbrio nas trocas que caminha uma relação para o fim, seja ela afetiva ou comercial. Novamente, quando o desequilíbrio acontece, o sistema tensiona para buscar novamente o ponto ótimo da relação, ou compensar o desnível. Dessa forma, através do tensionamento, o sistema avisa que algo precisa encontrar um ajuste para retornar para um bom parâmetro.

Pertencimento

O pertencimento a um sistema é garantido a todos que tiveram uma entrada legítima nele. Nos grupos familiares, essa entrada é por meio do nascimento. Em grupos empresariais, através da contratação. Hellinger ainda traz alguns casos especiais de pertencimento. Em todos eles, a dinâmica é uma só: o pertencimento, uma vez existente, não pode ser retirado.

Ainda assim, é comum observar em grande partes dos sistemas um forte movimento de exclusão direcionado a alguém que por algum motivo não está dentro do que é esperado dele. Pode ser algo que vá contra a cultura do grupo, uma característica não aceita, um comportamento contraditório, entre muitos motivos.

Quando essa exclusão ocorre, o sistema identifica isso como uma tentativa de retirar o pertencimento deste indivíduo e novamente se tensiona – e que os integrantes sentem como dificuldades – para forçar que o pertencimento de todos seja restaurado.

Olhar para essas dinâmicas

Hellinger aprendeu e aprimorou uma forma de aplicar este conhecimento e observar empiricamente as influências e a atuação das leis nos sistemas familiares. E esta dinâmica, montada com o facilitador, os clientes e os representantes, é o que ficou conhecida até hoje como Constelação Sistêmica.

Essa metodologia, utilizada no atendimento terapêutico, funciona da seguinte forma: o facilitador pergunta ao cliente qual é o tema que ele traz para o trabalho. Com a definição do tema, o cliente escolhe então algumas pessoas dentre os presentes para determinados papéis que fazem parte do tema trazido por ele.

Uma vez colocados no espaço, os representantes são capazes de sentir e projetar características e movimentos que pertencem aos papéis representados. Dos movimentos que surgem então, entre eles, é possível verificar e investigar qual a dinâmica que atua no fundo da questão que o cliente deseja olhar.

No início da sua caminhada com as constelações, Hellinger então sugeria movimentos e frases para os representantes, até que o sistema chegasse a um equilíbrio ou que a informação necessária para o cliente surgisse. Sempre através da percepção e da informação que vem do campo.

Novas Constelações Sistêmicas

A evolução desse método, as Novas Constelações Sistêmicas, é um aprofundamento dessa dinâmica, com a mínima interferência do facilitador.

Essa é a forma com que Hellinger trabalhava. É o movimento mais atualizado no campo das Constelações Sistêmicas e também o foco do curso de um curso de formação oferecido pela Vera Boeing Desenvolvimento de Pessoas, em Curitiba.

É uma aplicação de resultados profundos, reveladores e práticos, e que exige do facilitador um refinamento na percepção e na postura de trabalho.


Constelações organizacionais auxiliam na tomada de decisões

O trabalho sistêmico baseado nas constelações familiares de Bert Hellinger tem se ampliado para muitas áreas. Isso porque essa metodologia contribui para que se entre em contato com a questão essencial escondida em cada dificuldade, seja de ordem pessoal, familiar, de saúde, de justiça, educacional ou empresarial.

No âmbito empresarial, a consultoria sistêmica tem auxiliado organizações em todo o mundo ao levar informações e insights que contribuem para a tomada de decisões e permitem que o sistema empresarial possa fluir melhor e obter resultados.

Engana-se quem pensa que essa ferramenta é válida somente para multinacionais. Na verdade, a consultoria sistêmica, ou a constelação organizacional, é válida para todos os tamanhos de empresas, pois leva em consideração o sistema em que ela está inserida, independentemente do tamanho.

Ao olhar para a solução, vemos que as organizações de pequeno porte têm uma vantagem: seu tamanho menor permite que as soluções encontradas possam ser aplicadas de forma mais rápida, devido ao seu sistema reduzido. Além disso, as constelações também são de grande utilidade para análise de estratégias e tomada de decisões para momentos importantes em direção ao crescimento.

Formas de ter o auxílio das constelações em sua empresa

O trabalho das constelações organizacionais – que pode ser realizado por meio de workshop ou consultoria individual – é surpreendente na capacidade de gerar informações que auxiliam no movimento de correção do que é necessário dentro da gestão e da estratégia da empresa.

Em um workshop, é possível levar uma questão da sua empresa ou de sua carreira para ser trabalhada e olhada por meio das constelações organizacionais. Por exemplo, um assunto sobre uma dificuldade específica de relacionamento na equipe ou um problema financeiro. Embora muitas dessas dinâmicas sejam comuns em grande parte dos negócios, o que origina cada uma delas pode estar ligado ao campo sistêmico do proprietário, dos colaboradores e da própria empresa em si.

Quando esse tema é trabalhado pela ótica das constelações, é possível olhar para o que atua e o que gera a dinâmica que necessita de atenção. Dessa forma, pode se tomar uma atitude em relação ao problema, de forma mais conectada com a real razão.

Esse é um dos aspectos mais surpreendentes da metodologia: hegar realmente ao núcleo daquilo que atua em questões sistêmicas, com grande efetividade e resultado.

Curso de Formação em Constelações Organizacionais

Se você tem interesse em saber mais sobre esse tema, participe da formação em constelações organizacionais com Cecilio Regojo. Além da oportunidade de poder trabalhar temas da sua organização ou do seu trabalho durante o curso, você aprenderá de forma ampla como levar esse conhecimento para o dia a dia profissional.

Um gestor com a formação na visão sistêmica acrescenta muito para o campo de sucesso de uma companhia. Isso porque essa é uma ferramenta tão útil que, ao obter este conhecimento, você passa a aplicá-lo de forma contínua.

A formação garante ao participante, além do conhecimento teórico, ferramentas e exercícios práticos para auxiliar a identificar pontos de melhorias de práticas organizacionais que permitem que o sistema ande em direção ao sucesso, com ordem, equilíbrio e participação de todos que fazem parte.

Faça parte

Formação Internacional em Systemic Management e Constelações Organizacionais, com Cecilio Regojo

De 14 a 24 de novembro de 2020, em Curitiba

Mais informações em http://bit.ly/constelacoesorganizacionais

 


Lidando com as emoções

Vivemos em um período de muita instabilidade e incerteza, o que gera ansiedade. E tudo bem ficar ansioso. Recebemos, constantemente, um grande volume de notícias – seja assistindo a um jornal ou acessando alguma rede social, é inevitável não ficarmos por dentro dos acontecimentos -, e o isolamento e a distância de quem amamos também tendem a aumentar alguns sentimentos negativos.

Lidar com as emoções muitas vezes é um desafio, que trazemos da nossa infância, quando nos faltavam vocabulário e maturidade para entendê-las. E quais são as marcas do período em que vivemos ou do nosso pouco incentivo, no passado, para trabalhar as emoções que influenciam na nossa vida atual?

Para ter uma ideia da importância da capacidade de lidar com as próprias emoções, trazemos um dado da Organização Mundial de saúde: a OMS (Organização Mundial da Saúde) propõe dez competências para que possamos ter qualidade de vida. Dessas, seis são habilidades emocionais.

Emoções são a linguagem do nosso corpo

Temos vários centros de processamento no corpo. Estamos em um tempo no qual o lado racional é extremamente valorizado, e o cérebro neste cenário é o rei. Ele, claro, é extremamente valioso. Mas nesse caminho, estamos esquecendo de ouvir uma voz que fala tão alto quanto, ainda que não seja de uma forma tão linear quanto a racional.

Nosso corpo fala a linguagem das sensações, que são as emoções que se manifestam e que sinalizam algo para nós. Mas a somatização é um processamento importante e que, com frequência, somos estimulados a ignorar.

Ignoramos, pois o corpo pede um pouco mais de atenção e tempo para ouvirmos a mensagem que ele deseja passar. E esses dois elementos são escassos hoje. Estamos desatentos, pois nunca tivemos que lidar com tanta informação vinda do mundo externo quanto atualmente. E além disso, nossa cultura valoriza a falta de tempo como um sinal de sucesso no campo profissional.

E quando deixamos de dar atenção ao corpo e às emoções que se expressam nele, perdemos. O resultado são as doenças modernas, como depressão e outros desequilíbrios.

Abrir espaço

Estudos recentes dizem que, aumentando os nossos níveis de inteligência emocional, aumentam os nossos níveis de satisfação com a própria vida e, por consequência, a nossa autovalorização.

Na nossa infância e juventude, não conseguimos desenvolver na totalidade as nossas capacidades emocionais; a boa notícia é que a inteligência emocional desenvolve-se durante toda a vida, já que o cérebro é plástico e possui uma imensa capacidade evolutiva.

Ter o sistema emocional reconhecido e bem desenvolvido é uma grande ferramenta para nos tornarmos melhores em nossos relacionamentos, no trabalho e na vida. A razão ganha um grande aliado nas mãos de um corpo educado e em controle de suas emoções.

E as competências emocionais permitem organizar a nossa vida de uma forma sã e equilibrada, facilitando-nos experiências de satisfação ou bem-estar.

Quem conhece e sabe gerenciar as suas emoções, está mais preparado para ter melhores resultados no mundo profissional e pessoal.

Quem entende como gerir e focalizar a sua energia, tem maiores garantias de ter êxito na vida. As emoções são a essência e o núcleo sobre os quais se constroem as relações e se tomam as decisões. Focalizando nossa energia, sabemos onde estamos e para onde caminhamos.


Um olhar sobre o novo vírus

Bem, como não há como não pensar sobre o assunto, decidi registrar e compartilhar com vocês alguns questionamentos, analogias e, talvez, maluquices.

“Corona” vem de coroa, do divino, ou seja, a palavra tem uma relação com o espiritual. Posso pensar dentro de um contexto mais amplo e buscar compreender, entender, ou mesmo, me perder nos pensamentos, olhando por este viés.

Mas fico aqui pensando que nada é ao acaso, mas um propósito. E o que estamos vivendo tem um propósito muito grande, que acredito que é o de limpeza, purificação de valores, crenças, e mudança de modelos de mundo tão materialistas e pouco consequentes. É o que penso quando ecologicamente conceituo isso.

Para quê a compra desenfreada de álcool em gel e até mesmo o papel higiênico? Não seria a tradução metafórica da limpeza necessária? Da limpeza da alma, da mente, do espírito.

E neste contexto, será que estamos aprendendo mesmo? Quando estocamos, tiramos do outro o direito de também se proteger e de comer. Será que estamos olhando para o vírus e para tudo o que ele quer nos dizer e ensinar? Ou tentamos excluí-lo, no sentido sistêmico, quando queremos limpar ou matar o vírus – e, assim, sistemicamente, dar mais força ao excluído?

Já houve outras epidemias e muitas outras surgirão. O que aprendemos espiritualmente? Estamos todos convocados a pensar. Alias, já havíamos sido há muito tempo.

A Terra já gritava por socorro, já se mostrava não conseguindo respirar de tanta poluição e aquecimento global. Mas não a escutamos.

Então, o que a natureza por si criou?

Sim, um vírus que nos ataca no pulmão. Órgão que, devido ao medo da morte, adoece. E isto é científico, biológico. Assim, faz-nos recolhermos em casa. E isso gera uma limpeza e despoluição do planeta, que volta a respirar.

Se olharmos sistemicamente, num equilíbrio entre o dar e receber, esse vírus escolhe os mais idosos para morrer, preservando os novos. Velhos estes que, numa boa parte, favoreceram para a destruição desenfreada de uma ecologia, dando lugar à nova geração que tem um olhar mais igualitário e menos agressivo, que mostra ter uma consciência espiritual mais elevada. Por acaso?

É, estamos em pânico. Sem preparo para olhar para o nosso interior. Não fomos preparados para isso, mas fomos para olhar para fora. Para competir, para consumir.

Agora, obrigados a pensar para dentro, o que fazemos?

Brincamos como crianças fazendo piadas, criando estatísticas falsas, charges. Não conseguimos ser adultos para lidar com as responsabilidades. Buscamos culpados. Culpamos. Valorizamos as informações que geram mais pânico, e vamos criando um campo quântico, um campo mórfico, e nos emaranhamos nele. Sabemos que pensamento é energia e aquilo que pensamos criamos. Então, onde vamos parar com esses pensamentos infantis e hipnóticos? Basta que lembremos como isto é fato.  Quando cai um avião, o mundo fica em transe com este fato. E o que acontece na sequência? Sim, comumente, cai outro e outro. Até que se inicie um outro campo de informação. Materializamos também quando desejamos muito alguma coisa. Sabemos disso.

Ainda me dei conta de que a quarentena iniciou com a quaresma. E quaresma tem um significado de busca da purificação. Seria por mero acaso?

Também vi uma constelação do vírus e ouvi sobre outras. Mas, na que assisti com Sophie, ficou claro o quanto não estamos olhando para o futuro, o quanto estamos em transe hipnótico, vivendo como se fosse o fim do mundo. Mantendo e dando força ao caos.  Daí lembrei o que havia lido no livro Cartas de Cristo, página 30:

Você quer saber de onde veio o vírus HIV que ataca o tão prezado sistema de autodefesa humano – o sistema imunológico, e também sua capacidade para procriar? Este vírus, se não for controlado – não com remédio, mas pela CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL – exterminará os imprudentes.

Acorde! Perceba o perigo! Seus próprios e fortes “impulsos de consciência” são impulsos de vida. São impulsos eletromagnéticos altamente criativos! Quando seus impulsos de consciência são de uma natureza virulenta – violenta – agressiva e homicida – eles emitem partículas elétricas de CONSCIÊNCIA virulenta, violenta, agressiva e homicida que tomam forma de vírus venenosos no ar propagando-se de uma pessoa inocente a outra.

O que nasce e se nutre em uma mente doente, acaba por tomar forma no mundo físico. E isso não é castigo de Deus, como igrejas podem ensinar. É um fato CIENTÍFICO DA EXISTÊNCIA. Portanto é um assunto de extrema urgência que todas as pessoas espiritualizadas mantenham distância das imaginações “infantis” para perceber, claramente, a VERDADE da criação da existência.

Não seria o momento de olharmos e sermos gratos pela oportunidade que estamos tendo de, finalmente, olharmos e fazermos mudanças? De limparmos e esterilizarmos a alma, o espírito dos vírus sociais, econômicos, religiosos, familiares, profissionais, pessoais?

Quem sabe, ainda tenhamos tempo para olharmos nos olhos de quem está confinado em casa, juntinho, mas quem nem prestamos atenção e dizermos “ei, cara, eu vejo você!”.

Quem sabe possamos olhar para o futuro que vem depois disso com gratidão pelo que teremos que fazer, aprender, adaptar, criar, dividir, compartilhar, e também dizermos “ah, finalmente eu vejo você!”.

A vida é dual. Tudo o que se mostra, tem o seu oposto.

Podemos olhar para o oposto de tudo isto?

Temos alcance para isso?

Como podemos iniciar?

Qual o meu menor primeiro passo a ser dado para isso?

Quando posso dá-lo?

E você?

Vera Boeing


O que é a Constelação Sistêmica?

A constelação sistêmica é um conhecimento que tem aplicação em diversas áreas de atuação. Ela foi estudada e observada por mais de 30 anos pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger e tem encontrado um excelente resultado em suas aplicações na terapia familiar, na consultoria organizacional, na saúde e no direito, entre outras áreas.

Esse conhecimento tem sua origem na terapia familiar e na observação da influência exercida em todos os integrantes de um sistema familiar por meio de um campo inconsciente de cada família.

Isso pode parecer óbvio se considerarmos os relacionamentos diretos, como pais e filhos. Afinal, é comum que eles convivam juntos até uma certa idade.

O que Hellinger descobriu é que, na verdade, há uma influência invisível que se dá por meio da existência do vínculo, independentemente da convivência.

Dessa forma, um filho recebe a influência do pai ou da mãe que o abandonou, por exemplo. Ou um bisavô que nunca conviveu com seu bisneto pode ter questões difíceis de sua vida incidindo sobre a vida do bisneto pelo fato de estarem ligados pelo vínculo familiar.

O campo familiar

Essa influência, que não necessita de palavras ou convivência, se dá pelo campo familiar, que é um conjunto inconsciente de acontecimentos, conhecimentos e experiências que agrupa tudo o que aconteceu dentro de uma rede familiar.

Nós, hoje, somos o elo mais recente dessa rede, que remonta a muitas gerações anteriores. Cada geração, com suas dores, vivências, amores, perdas, ganhos, sucesso, fracasso, saúde ou doença, contribuiu com tudo o que hoje faz parte da nossa história familiar. Está tudo neste inconsciente.Essa ideia é apoiada pela teoria dos campos morfogenéticos, de Rupert Sheldrake, biólogo inglês.

O olhar da constelação sistêmica traz que, motivados por nosso vínculo, podemos estar conectados a esses destinos, principalmente os difíceis, e repeti-los em nossa vida. E isso ocorre em função daquilo que Hellinger denominou “as 3 leis da vida”.

 

As leis dos relacionamentos

No seu trabalho com as constelações sistêmicas, Hellinger observou que todos os relacionamentos, sejam eles entre familiares ou não, estão sujeitos a três parâmetros. São eles a ordem, o pertencimento e o equilíbrio.

Esse conhecimento surgiu da observação empírica no trabalho sistêmico de Hellinger. E como o psicoterapeuta traz, esses três aspectos incidem sobre todos os relacionamentos, quer as pessoas envolvidas saibam da existência dessas leis ou não, quer elas concordem ou não.

Apenas para facilitar a compreensão, duvidar ou desacreditar dessas leis é como duvidar ou desacreditar da lei da gravidade. A pessoa sofrerá os efeitos da mesma maneira.

A ordem fala que no sistema familiar – e de forma geral em todos os sistemas – cada pessoa possui seu lugar. Assim, um avô vem antes do pai, que vem antes do filho. E quem vem antes tem precedência em relação a quem vem depois.

Um filho é sempre menor que seu pai, no sentido anímico. Porém, é comum que haja uma disfunção, e o filho se coloque como maior que seu pai, por exemplo, quando lhe dá conselhos. Ou mais difícil ainda, quando se coloca no movimento de compensar algo por ele. Quando essa transgressão da ordem acontece, o inconsciente familiar se tensiona para recuperar o lugar de cada um.

Nós, como integrantes deste sistema, sentimos este tensionamento através das nossas dificuldades na vida.

 

O pertencimento e o equilíbrio

O pertencimento fala que todos aqueles que nascem em um sistema familiar têm o direito de ter seu pertencimento garantido nele. Logo, não há motivo possível para exclusão. Porém, se observa de forma comum que em quase todos os sistemas familiares há algum tipo de exclusão, seja por alguém que não agiu conforme as regras familiares, seja por qualquer característica não aceita.

Quando o pertencimento de um integrante é transgredido, o sistema se tensiona para exercer pressão a fim de garantir o retorno do excluído ao seu lugar. E nós experimentamos esse tensionamento como dificuldades em nossa vida.

A terceira lei é a do equilíbrio nas trocas entre os relacionamentos, que devem sempre tender para o equilíbrio para se manterem positivas e existentes. Quando numa troca o dar e receber é desequilibrado, com um lado dando muito e recebendo pouco, ou mesmo se negando em receber de volta o que está dando, o sistema se tensiona. E mais uma vez, nós, como integrantes deste sistema, percebemos o tensionamento por meio de dificuldades em nossa vida.

 

A tensão no sistema

Uma dinâmica comum que é utilizada por esta inteligência familiar que busca garantir a ordem, o pertencimento e o equilíbrio de todos ao seu sistema é a repetição.

A constelação sistêmica diz que, motivados por nossa lealdade familiar e o vínculo que nos liga a essa grande rede, nos colocamos inconscientemente – através de um amor infantil – à disposição do sistema para resgatar acontecimentos difíceis e repeti-los, como forma de alcançar uma cura sistêmica.

Ao mesmo tempo, nos emaranhamos nesses destinos, e experimentamos em nossa vida essas dificuldades. Estamos fora de nosso lugar, presos ao nosso amor infantil que deseja fazer algo pelo nosso sistema.

A constelação sistêmica e seu trabalho auxiliam a trazer essa dinâmica oculta para a consciência, e com amor e respeito, nos ajudam a nos liberar dessas repetições. Dessa forma, podemos seguir para a vida sem estar presos em outros destinos. Ficamos livres para viver nosso próprio caminho.

 

Além do sistema familiar

Ao longo dos anos desde o início dos estudos de Hellinger e também de outros estudiosos que vieram antes, como Virginia Satir, Ruth McClendon e Les Kadis, foi sendo observado que essa dinâmica de influência não fica restrita aos sistemas familiares. De fato, onde houver um grupo organizado de pessoas, com relacionamento entre si (um sistema), poderá haver influência entre seus integrantes.

Ainda que o campo familiar é o que mais nos influencia de forma pessoal, a constelação sistêmica e sua aplicação organizacional, no direito sistêmico e na pedagogia, nos convida a ampliar esse olhar.

Por exemplo, no campo das empresas, o grupo de trabalhadores que compreendem todo o quadro de uma instituição também formam o campo empresarial de atuação daquela organização. Mesmo o relacionamento entre as áreas funcionais poderá ter suas dinâmicas observadas por meio do trabalho da constelação organizacional.

No campo do direito sistêmico, a dinâmica trazida por Hellinger tem auxiliado em processos no caminho da pacificação e do acordo entre as partes, com resultados processuais surpreendentes.

 

Aprenda mais sobre a abordagem sistêmica

Em 2020, traremos para Curitiba o constelador internacional Cecilio Regojo, que ministrará a 45ª Formação Internacional de Systemic Management e Constelações Organizacionais. Mais neste link.

Esse curso contará com o conteúdo da constelação sistêmica e do seu olhar para o trabalho com empresas. A formação tem a duração de 11 dias em formato superintensivo, e inicia em novembro. 

Para mais informações, entre em contato pelo (41) 9 9968-2687 ou pelo e-mail [email protected].

 


Vera Boeing traz a Curitiba curso de constelações organizacionais

Entre 14 e 24 de novembro, o constelador sistêmico Cecilio Regojo conduzirá, em Curitiba, a 45ª Formação Internacional de Systemic Management e Constelações Organizacionais, correalizada pela Vera Boeing Desenvolvimento de Pessoas. Reconhecido mundialmente pelo seu trabalho em constelações, Cecilio tem experiência empresarial de mais de 40 anos. É formador internacional em constelações organizacionais, master trainer certificado pela Infosyon (International Forum for System Constellations in Organizations) e suas formações podem ser realizadas em português, espanhol, inglês e francês.

“A formação, desta vez em formato superintensivo, será uma oportunidade imperdível para empresários, acionistas, executivos, profissionais das áreas de psicologia, RH, gestão, direito, coaching, assessoria e consultoria, ou então, para quem está em busca de uma nova formação profissional”, explica a psicóloga Vera Boeing. O curso garante certificação internacional pela Infosyon (International Forum for System Constellations in Organizations) e selo de qualidade numerado que credita a formação oferecida por Cecilio Regojo. Além disso, o nome do participante aparecerá na listagem dos Facilitadores Certificados no site da Talent Manager.

Por que se especializar em constelações organizacionais

Desenvolvidas por Bert Hellinger, as constelações sistêmicas, antes muito voltadas a questões familiares, hoje estão sendo aplicadas nas áreas organizacionais, de saúde, justiça e educação. Ano após ano, elas se consolidam como uma ferramenta versátil e efetiva para a resolução de diversos tipos de problemas.

No âmbito empresarial, o trabalho de consultoria sistêmica tem auxiliado organizações em todo o mundo ao levar informações e insights que contribuem para a tomada de decisões e o planejamento de estratégias, e permitem que o sistema empresarial possa fluir melhor, sempre com foco em resultados.

E a vantagem é que qualquer tipo de empresa, de qualquer porte, pode se beneficiar dessa metodologia. “As constelações organizacionais são válidas para empresas de todos os tamanhos, pois o que importa é o sistema em que elas estão inseridas. As de pequeno porte têm uma vantagem: por serem menores, as soluções encontradas podem ser aplicadas de maneira mais rápida”, reforça Vera.

Participe da formação

A Formação Internacional de Systemic Management e Constelações Organizacionais se desenvolverá ao longo de 11 dias presenciais, em formato superintensivo, o que torna a aprendizagem mais eficaz pela concentração do tempo e pelas experiências e exercícios vivenciados. Nesse período, os participantes poderão para praticar e exercitar tudo o que foi aprendido.

DATAS – Módulo superintensivo de 11 dias: 14 a 24 de novembro de 2020
HORÁRIO – 9h – 21h / Nos dias 19 e 24: 9h – 14h
LOCAL – Em Curitiba, em local a definir

Saiba mais neste link.


Confira a programação dos grupos terapêuticos de constelações sistêmicas

Os Grupos Terapêuticos de Constelações Sistêmicas conduzidos pela psicóloga Vera Boeing já existem há quase 20 anos em Curitiba. Desde o início de 2018, com o intuito de atender à crescente demanda pelas constelações sistêmicas, os encontros, antes quinzenais, passaram a ocorrer toda semana, sempre às quartas-feiras. “As constelações são uma excelente metodologia para trabalharmos sistemicamente questões familiares, de saúde, profissionais, de relacionamento, organizacional, entre muitas outras. E ter este grupo nada mais é do que uma forma de tornar as constelações acessíveis para quem deseja conhecer e usufruir dos benefícios dela”, explica Vera.

Os encontros acontecem no Hotel Flat Petras, em Curitiba, das 19h30 às 22h30, às quartas-feiras. Para participar, você pode doar leite em pó e materiais de higiene infantil, que serão destinados a instituições. Já para constelar um tema de maneira individual, é preciso agendar previamente.

Datas: todas as quartas-feiras, exceto feriados.

Local: Hotel Flat Petras – Alameda Júlia da Costa, 340, São Francisco, Curitiba.

Horário: das 19h30 às 22h30.

Para mais informações, envie um e-mail para [email protected], ou ligue para 41.99968.2687.

Acompanhe, também, a programação atualizada dos eventos na nossa página no Facebook.

Atenção: em decorrência da pandemia de Covid-19, os grupos estão temporariamente suspensos.